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Quanto vale uma conexão certa? — Case de sucesso — Revista BNI Business

José Roberto Teixeira Fundador da JRT Print, especializada em Outsourcing de Impressão

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Quanto vale
uma conexão
certa?

Histórias reais mostram como uma única conexão pode abrir portas, acelerar negócios e transformar definitivamente a trajetória de um empresário.

Por Fernanda Sodré

Existe um momento na vida de todo empreendedor em que a solidão do negócio próprio pesa mais do que qualquer desafio financeiro. É quando a agenda está cheia, a equipe está montada, o produto é bom — mas falta algo que nenhum planejamento estratégico consegue substituir: pessoas certas ao redor, com quem trocar, confiar e crescer junto.

Para José Roberto Teixeira, da JRT Print, empresa especializada em serviços de Outsourcing de Impressão, colaborando na redução de custos da sua empresa e gerando maior produtividade, esse momento chegou depois de uma trajetória construída com rigor e ética dentro do mercado corporativo — e foi o BNI que preencheu esse espaço.

Uma carreira construída no detalhe

Teixeira começou em 1989 como técnico de campo na Xerox do Brasil. Quinze anos aprendendo o que ninguém aprende em sala de aula: a lógica do serviço, o comportamento da máquina, a exigência do cliente que não aceita meio termo. Depois, mais doze anos, onde ajudou a estruturar do zero uma operação de locação de impressoras — que saiu do faturamento zero e chegou a um milhão e meio por mês, tornando-se uma das maiores empresas do setor.

Quando chegou a hora de empreender por conta própria, Teixeira tomou uma decisão que diz muito sobre quem ele é: assinou um termo de não concorrência, ficou dois anos fora do mercado de impressão e reconstruiu sua carteira sem abordar nenhum cliente antigo. "Por respeito e ética", resume. Sem atalhos, sem mágoa, sem queimar pontes.

Foi nesse recomeço — sozinho, com equipe mas sem rede — que ele foi convidado para uma reunião do BNI. E o que encontrou lá era exatamente o que estava sentindo falta.

O dia em que percebeu que não estava sozinho

"Eu vi uma série de empresários com a mesma dor que a minha — pessoas que necessitavam de parceiros de negócio, de um suporte. Porque o empreendedorismo é muito solitário."

Entrou no BNI em 2016, na formação do grupo Prósperos, em Osasco. No segundo ano, já era presidente do grupo. Na sequência, diretor. Depois, diretor de área — hoje responsável por 4 grupos e 98 membros na região de Osasco. Dez anos construindo relacionamentos, gerando referências e ensinando outros empresários a fazer o mesmo.

Não é uma trajetória de sorte. É uma trajetória de método e dedicação.

Quando uma indicação vira uma avalanche

Teixeira tem uma pergunta que faz para todo cliente, depois de fechar negócio: "Você está precisando de mais alguma coisa? Porque posso tentar te ajudar."

Parece simples. Os resultados, não.

Em uma visita a um colégio em Osasco, ele não fechou o negócio que foi buscar. Mas ouviu que o cliente precisava de um arquiteto para uma obra. Indicou uma arquiteta do grupo BNI — e o projeto de um muro que custaria R$ 100 mil virou a fachada completa do colégio, numa obra de R$ 900 mil.

Um outro cliente havia sofrido com uma enchente e precisava remodelar o prédio — Teixeira indicou uma outra arquiteta, com um projeto inicial avaliado em R$ 1 milhão. O que aconteceu depois é a prova viva do que uma profissional comprometida e bem conectada é capaz de fazer: conquistando a confiança do cliente a cada entrega, ela foi ampliando o escopo e revelando possibilidades que ele nem havia imaginado. Três andares reformados, cobertura transformada em espaço de eventos, e ela mesma puxando os fornecedores certos — móveis, cozinha, ar-condicionado, churrasqueira — todos membros do BNI. Quando a obra foi entregue com chave na mão, o projeto havia saltado para R$ 3,5 milhões e gerado negócios reais para toda uma cadeia de profissionais da rede.

"É o que a gente chama de efeito cascata. Tendo fornecedores de serviços confiáveis, essa estrutura vai reverberando em bons negócios para todo mundo."
José Roberto Teixeira encontrou na JRT Print e no BNI a combinação perfeita entre negócio e conexões estratégicas
José Roberto Teixeira encontrou na JRT Print e no BNI a combinação perfeita entre negócio e conexões estratégicas

A ferramenta que precisa ser usada

Dez anos dentro do BNI ensinaram a distinguir quem usa a ferramenta de quem apenas a carrega. "As pessoas entram no BNI achando que estão comprando uma quantidade de referências. É um equívoco."

Para ele, o primeiro pilar é o Givers Gain — dar antes de receber. Contudo não basta só dar: é preciso garantir que os outros membros entendam o que você faz, conheçam seu trabalho, tenham credibilidade suficiente para te indicar com confiança. "Por que as pessoas não me referenciam? Você conhece meu trabalho? Você sabe o que eu faço? Qual credibilidade eu conquistei com você?"

Você quer algo rápido, vai sozinho. 

Você quer algo longo, vá em grupo.

Essas perguntas, segundo ele, precisam ser feitas com frequência — e as respostas precisam gerar ação. Fazer um a um com membros, treinar o grupo sobre o próprio negócio, ampliar o Power Team, visitar outros grupos. "O BNI é um braço da sua empresa. Se você não trabalhar, se não se dedicar, se não usar a metodologia, nada vai acontecer."

O diferencial que nenhum preço compra

No negócio próprio, Teixeira aplica a mesma filosofia. Sua taxa de renovação de clientes supera 90% — um número que ele não atribui ao preço, mas ao atendimento. "Eu não estou alugando uma impressora para o cliente. Estou vendendo o papel pintado — a impressão saindo no final. Se não tá saindo, o problema é meu." Problemas técnicos, de suprimento, de instalação elétrica — a solução vem dele, não do cliente. 

Teixeira entende, o que significa colocar o poder da conexão em prática. Não está apenas no evento ou na reunião semanal — está no que se constrói depois, quando a entrega é consistente e cada membro compreende que o sucesso do outro é parte do seu próprio caminho. Dez anos, e resultados que falam por si. Fazer parte desse grupo nunca foi uma escolha óbvia. Foi a escolha certa. Porque quando você encontra uma rede onde pertencer vai além de fazer negócios — você para de ser apenas um empresário no mercado e passa a ser parte de algo maior. E é exatamente aí, nesse senso de pertencimento, que os pilares do BNI deixam de ser conceito e viram realidade.